Cássia Eller, uma das melhores vozes brasileiras dos últimos tempos, uma verdadeira "estrela rock", com toda a irreverência que lhe era característica, marcava pela diferença na MPB. Lésbica assumida e problemas com alcool e drogas, tem um fim trágico devido aos mesmos, morre em Dezembro 2001 com 39 anos, deixando a sua marca na música e na vida devido à sua forma "louca" de bem viver frases como as que se seguem, mostram um pouco da Cássia Eller no seu melhor:
-"Sou mulher, sou pobre, sapatão, mãe solteira, preencho todas as lacunas. Têm de saber lidar com o preconceito" (Maio de 2001)
- "Acho ótimo a pirataria, acho 'o bicho'. O cara não tem dinheiro, nem nada. Vai ficar sem ouvir música?"(Maio de 2001)
Cássia deixou a sua musica, a sua forma de cantar, a sua loucura, aqui está ela no melhor que sabia fazer... (en)cantar com a sua voz
sexta-feira, 26 de outubro de 2007
quarta-feira, 24 de outubro de 2007
Eugénio de Andrade
Hoje roubei todas as rosas dos jardins
e cheguei ao pé de ti de mãos vazias.
Eugénio de Andrade
e cheguei ao pé de ti de mãos vazias.
Eugénio de Andrade
terça-feira, 23 de outubro de 2007
sexta-feira, 19 de outubro de 2007
Segunda Casa
quarta-feira, 17 de outubro de 2007
De que me rio eu?...
De que me rio eu?... Eu rio horas e horas
só para me esquecer, para me não sentir.
Eu rio a olhar o mar, as noites e as auroras;
passo a vida febril inquietantemente a rir.
Eu rio porque tenho medo, um terror vago
de me sentir a sós e de me interrogar;
rio pra não ouvir a voz do mar pressago
nem a das coisas mudas a chorar.
Rio pra não ouvir a voz que grita dentro de mim
o mistério de tudo o que me cerca
e a dor de não saber porque vivo assim.
António Patrício
só para me esquecer, para me não sentir.
Eu rio a olhar o mar, as noites e as auroras;
passo a vida febril inquietantemente a rir.
Eu rio porque tenho medo, um terror vago
de me sentir a sós e de me interrogar;
rio pra não ouvir a voz do mar pressago
nem a das coisas mudas a chorar.
Rio pra não ouvir a voz que grita dentro de mim
o mistério de tudo o que me cerca
e a dor de não saber porque vivo assim.
António Patrício
terça-feira, 16 de outubro de 2007
segunda-feira, 15 de outubro de 2007
Inversão
sexta-feira, 12 de outubro de 2007
terça-feira, 9 de outubro de 2007
Coração sem imagens
Deito fora as imagens,
Sem ti para que me servem
as imagens?
Preciso habituar-me
a substituir-te
pelo vento,
que está em toda a parte
e cuja direcção
é igualmente passageira
e verídica.
Preciso habituar-me ao eco dos teus passos
numa casa deserta,
ao trémulo vigor de todos os teus gestos
invisíveis,
à canção que tu cantas e que mais ninguém ouve
a não ser eu.
Serei feliz sem as imagens.
As imagens não dão
felicidade a ninguém.
Era mais difícil perder-te,
e, no entanto, perdi-te.
Era mais difícil inventar-te,
e eu te inventei.
Posso passar sem as imagens
assim como posso
passar sem ti.
E hei-de ser feliz ainda que
isso não seja ser feliz.
Raul de Carvalho
Sem ti para que me servem
as imagens?
Preciso habituar-me
a substituir-te
pelo vento,
que está em toda a parte
e cuja direcção
é igualmente passageira
e verídica.
Preciso habituar-me ao eco dos teus passos
numa casa deserta,
ao trémulo vigor de todos os teus gestos
invisíveis,
à canção que tu cantas e que mais ninguém ouve
a não ser eu.
Serei feliz sem as imagens.
As imagens não dão
felicidade a ninguém.
Era mais difícil perder-te,
e, no entanto, perdi-te.
Era mais difícil inventar-te,
e eu te inventei.
Posso passar sem as imagens
assim como posso
passar sem ti.
E hei-de ser feliz ainda que
isso não seja ser feliz.
Raul de Carvalho
terça-feira, 2 de outubro de 2007
Paulo Gonzo & Carlos do Carmo - Estranha Forma de Vida
Gravado ao vivo no Coliseu de Lisboa, dois grandes senhores da Música Portuguesa, misturam o fado com o blues.
Não acho que tenha sido por vontade de deus, mas todos os "ais" que digo são meus, nesta estranha forma vida que tem o meu coração...
Tem e nao é pouca...
Não acho que tenha sido por vontade de deus, mas todos os "ais" que digo são meus, nesta estranha forma vida que tem o meu coração...
Tem e nao é pouca...
sexta-feira, 28 de setembro de 2007
Caminho antigo
quinta-feira, 27 de setembro de 2007
Go Graal Blues Band - Lonely
Foi uma das bandas mais marcantes do Rock Portugues, sempre na onda dos Blues, a Go Graal Blues Band, tinha um som único e forte, pena é nunca ter sido editado em Cd os seus albuns.
Para recordar, aqui fica uma pérola (será bom dizer que o videoclip é um bocado fraquinho... mas para os anos 80 não está mal...e ainda se pode ver o Exmo. Sr. Paulo Gonzo com a voz no seu melhor e com cabelo)
Para recordar, aqui fica uma pérola (será bom dizer que o videoclip é um bocado fraquinho... mas para os anos 80 não está mal...e ainda se pode ver o Exmo. Sr. Paulo Gonzo com a voz no seu melhor e com cabelo)
quarta-feira, 26 de setembro de 2007
Vasculhar
Longe do que sou,
Rodeado de algo que não fui.
O céu, cinzento como sempre.
O frio, aconchegante.
Estar ali…
Não estar.
Saber voar na luz.
Vasculhar um sorriso.
Vasculhar dois ou três olhares.
No meio… a busca dos sentidos.
A porta que te leva,
A sombra que te conduz.
Estou longe do que sou.
E não estou perto de te encontrar.
Rodeado de algo que não fui.
O céu, cinzento como sempre.
O frio, aconchegante.
Estar ali…
Não estar.
Saber voar na luz.
Vasculhar um sorriso.
Vasculhar dois ou três olhares.
No meio… a busca dos sentidos.
A porta que te leva,
A sombra que te conduz.
Estou longe do que sou.
E não estou perto de te encontrar.
terça-feira, 25 de setembro de 2007
Pablo Neruda
Este domingo voltei a sentir o frio da escada ao rever um dos filmes da minha vida.
Ja o vi vezes sem conta, ja deixei escorrer a mesma lágrima outras tantas vezes ao ver o filme.
Pablo Nerura era um ser maior, com o dom da escrita, com o dom de por vezes dizer aquilo que nós pensamos.
E para recordar aqui fica a obra do Mestre
Não te quero senão porque te quero,
e de querer-te a não te querer chego,
e de esperar-te quando não te espero,
passa o meu coração do frio ao fogo.
Quero-te só porque a ti te quero,
Odeio-te sem fim e odiando te rogo,
e a medida do meu amor viajante,
é não te ver e amar-te,
como um cego.
Tal vez consumirá a luz de Janeiro,
seu raio cruel meu coração inteiro,
roubando-me a chave do sossego,
nesta história só eu me morro,
e morrerei de amor porque te quero,
porque te quero amor,
a sangue e fogo.
Pablo Neruda
Ja o vi vezes sem conta, ja deixei escorrer a mesma lágrima outras tantas vezes ao ver o filme.
Pablo Nerura era um ser maior, com o dom da escrita, com o dom de por vezes dizer aquilo que nós pensamos.
E para recordar aqui fica a obra do Mestre
Não te quero senão porque te quero,
e de querer-te a não te querer chego,
e de esperar-te quando não te espero,
passa o meu coração do frio ao fogo.
Quero-te só porque a ti te quero,
Odeio-te sem fim e odiando te rogo,
e a medida do meu amor viajante,
é não te ver e amar-te,
como um cego.
Tal vez consumirá a luz de Janeiro,
seu raio cruel meu coração inteiro,
roubando-me a chave do sossego,
nesta história só eu me morro,
e morrerei de amor porque te quero,
porque te quero amor,
a sangue e fogo.
Pablo Neruda
quinta-feira, 20 de setembro de 2007
Palavras
As vezes não é necessário a música para saborear as palavras que são cantadas... Esta, foi escrita por Pedro Malaquias para Paulo Gonzo e, é das poucas que gostaria que tivessem saído da minha caneta, mas escrever esta letra não está ao meu "nível"... apenas gosto de voar ao sabor destas palavras com ou sem música...
Leve Beijo Triste
Teimoso subi
Ao cimo de mim
E no alto rasgei
As voltas que dei
Sombra de mil sóis em glória
Cobrem todo o vale ao fundo
Dorme meu pequeno mundo
Como um barco vazio
P´las margens do rio
Desce o denso véu lilás
Desce em silêncio e paz
Manso e macio
Deixa que te leve
assim tão leve
Leve e que te beije meu anjo triste
Deixo-te o meu canto canção tão breve
Brando como tu amor pediste
Não fales calei
Assim fiquei
Sombra de mil sóis cansados
Crescendo como dedos finos
A embalar nossos destinos
Deixa que te leve
assim tão leve
Leve e que te beije meu anjo triste
Deixo-te o meu canto canção tão breve
Brando como tu amor pediste
Deixa que te leve
assim tão leve
Leve e que te beije meu anjo triste
Deixo-te o meu canto canção tão breve
Brando como tu amor pediste
Leve Beijo Triste
Teimoso subi
Ao cimo de mim
E no alto rasgei
As voltas que dei
Sombra de mil sóis em glória
Cobrem todo o vale ao fundo
Dorme meu pequeno mundo
Como um barco vazio
P´las margens do rio
Desce o denso véu lilás
Desce em silêncio e paz
Manso e macio
Deixa que te leve
assim tão leve
Leve e que te beije meu anjo triste
Deixo-te o meu canto canção tão breve
Brando como tu amor pediste
Não fales calei
Assim fiquei
Sombra de mil sóis cansados
Crescendo como dedos finos
A embalar nossos destinos
Deixa que te leve
assim tão leve
Leve e que te beije meu anjo triste
Deixo-te o meu canto canção tão breve
Brando como tu amor pediste
Deixa que te leve
assim tão leve
Leve e que te beije meu anjo triste
Deixo-te o meu canto canção tão breve
Brando como tu amor pediste
quarta-feira, 19 de setembro de 2007
Massive Attack - Angel
Massive Attack, ontem, no Coliseu do Porto, não estava à espera de ir assistir, foi "coisa" de última hora, um som de qualidade, luzes perfeitas, simplesmente brilhante e arrebatador.
sexta-feira, 14 de setembro de 2007
terça-feira, 11 de setembro de 2007
NBC vs GNR
Ja está presente no vão desta escada a música que se segue.
Estava apenas em audio, sem imagens. E como nao existe video clip da mesma, fica aqui a actuação ao vivo no Rock in Rio da dupla NBC & GNR na música Bem Vindo ao Passado que faz parte do CD de tributo aos GNR.
Há algo nesta música, nesta letra, nesta maneira de dizer as palavras...
Sintam...
Estava apenas em audio, sem imagens. E como nao existe video clip da mesma, fica aqui a actuação ao vivo no Rock in Rio da dupla NBC & GNR na música Bem Vindo ao Passado que faz parte do CD de tributo aos GNR.
Há algo nesta música, nesta letra, nesta maneira de dizer as palavras...
Sintam...
segunda-feira, 10 de setembro de 2007
Jorge de Sena
De mim não falo mais :não quero nada.
De Deus não falo:não tem outro abrigo.
Não falarei também do mundo antigo,
pois nasce e morre em cada madrugada.
Nem de existir,que é a vida atraiçoada,
para sentir o tempo andar comigo;
nem de viver,que é liberdade errada,
e foge todo o Amor quando o persigo.
Por mais justiça ...-Ai quantos que eram novos
em vâo a esperaram porque nunca a viram!
E a eternidade...Ó transfusâo dos povos!
Não há verdade:O mundo não a esconde.
Tudo se vê: só se não sabe aonde.
Mortais ou imortais,todos mentiram.
Jorge de Sena
De Deus não falo:não tem outro abrigo.
Não falarei também do mundo antigo,
pois nasce e morre em cada madrugada.
Nem de existir,que é a vida atraiçoada,
para sentir o tempo andar comigo;
nem de viver,que é liberdade errada,
e foge todo o Amor quando o persigo.
Por mais justiça ...-Ai quantos que eram novos
em vâo a esperaram porque nunca a viram!
E a eternidade...Ó transfusâo dos povos!
Não há verdade:O mundo não a esconde.
Tudo se vê: só se não sabe aonde.
Mortais ou imortais,todos mentiram.
Jorge de Sena
quinta-feira, 6 de setembro de 2007
Vanessa da Mata & Ben Harper - Boa Sorte/Good Luck
Na continuação do post anterior, mais uma música que me acompanhou e acompanha neste verão.
Esta é daqueles músicas que mesmo com o calor que se faz sentir, o frio da escada volta a arrepiar a espinha.
A simplicidade das palavras na voz doce de Vanessa da Mata e a soul de Ben Harper.
Esta é daqueles músicas que mesmo com o calor que se faz sentir, o frio da escada volta a arrepiar a espinha.
A simplicidade das palavras na voz doce de Vanessa da Mata e a soul de Ben Harper.
quarta-feira, 5 de setembro de 2007
Micro Audio Waves - Down by Flow
Foi e ainda é uma das minhas bandas sonoras deste verão. Uma voz cativante, um ritmo que nos leva a mexer e a nao querer estar parado... São Portugueses, são os Micro Audio Waves
terça-feira, 4 de setembro de 2007
Partilha
sexta-feira, 10 de agosto de 2007
Heroes del Silencio - Entre dos Tierras
De rumo ao passado, na emoção de um futuro... De volta à Galiza
quinta-feira, 9 de agosto de 2007
Distante
terça-feira, 7 de agosto de 2007
sexta-feira, 3 de agosto de 2007
Férias
Vaguear,
Iludir,
Transcender,
Relaxar,
Exaltar,
Pensar,
Criar,
Sonhar,
Incertezas,
Dúvidas,
Rever,
Sorrir,
Rir,
Tristeza,
Melancolia,
Amigos,
Boémia,
Duas ou três doses de lágrimas.
Loucura q. b.
Uma colher de chá de sol.
Misturar tudo numa panela com quimeras flutuantes.
Ir ao forno 5 a 7 minutos no máximo.
E estão prontas a servir as minhas férias.
Iludir,
Transcender,
Relaxar,
Exaltar,
Pensar,
Criar,
Sonhar,
Incertezas,
Dúvidas,
Rever,
Sorrir,
Rir,
Tristeza,
Melancolia,
Amigos,
Boémia,
Duas ou três doses de lágrimas.
Loucura q. b.
Uma colher de chá de sol.
Misturar tudo numa panela com quimeras flutuantes.
Ir ao forno 5 a 7 minutos no máximo.
E estão prontas a servir as minhas férias.
quarta-feira, 1 de agosto de 2007
Cine Paraíso
É o meu filme preferido, é o filme que me faz ter frio na escada mesmo quando as temperaturas são elevadas.
A simplicidade, a história, os amores e desamores, os encontros e desencontros, a alegria e a tristeza, o caminho, a dor, a paixão, o sonho, a lágrima. A minha lágrima.
Os sonhos de criança que todos temos dentro de nós.
A simplicidade, a história, os amores e desamores, os encontros e desencontros, a alegria e a tristeza, o caminho, a dor, a paixão, o sonho, a lágrima. A minha lágrima.
Os sonhos de criança que todos temos dentro de nós.
terça-feira, 31 de julho de 2007
Versos Íntimos
"Vês! Ninguém assistiu ao formidável
Enterro de tua última quimera.
Somente a ingratidão - esta pantera -
Foi tua companheira inseparável!
Acostuma-te à lama que te espera!
O homem, que, nesta terra miserável,
Mora, entre feras, sente inevitável
Necessidade de também ser fera.
Toma um fósforo, Acende teu cigarro!
O beijo, amigo, é a véspera do escarro,
A mão que afaga é a mesma que apedreja.
Se a alguém causa inda pena a tua chaga,
Apedreja esta mão vil que te afaga,
Escarra nesta boca que te beija!
Augusto dos Anjos (Poeta Brasileiro)
Enterro de tua última quimera.
Somente a ingratidão - esta pantera -
Foi tua companheira inseparável!
Acostuma-te à lama que te espera!
O homem, que, nesta terra miserável,
Mora, entre feras, sente inevitável
Necessidade de também ser fera.
Toma um fósforo, Acende teu cigarro!
O beijo, amigo, é a véspera do escarro,
A mão que afaga é a mesma que apedreja.
Se a alguém causa inda pena a tua chaga,
Apedreja esta mão vil que te afaga,
Escarra nesta boca que te beija!
Augusto dos Anjos (Poeta Brasileiro)
segunda-feira, 30 de julho de 2007
Thom Yorke - Harrowdown Hill
O frio não se tem sentido na escada, mas esta música dá "aquele" arrepio, ontem adormeci assim:
sexta-feira, 27 de julho de 2007
Meditar
"Cada um que passa em nossa vida, passa só, pois cada pessoa é única, e nenhuma substitui a outra. Cada um que passa em nossa vida, passa sozinho, mas não vai só, nem nos deixa só.
Leva um pouco de nós, deixa um pouco de si. Há os que levaram muito, mas não há os que não deixaram nada.
Esta é a maior responsabilidade da nossa vida e a prova de que duas almas não se encontram por acaso..."
Antoine de Saint-Exupéry
Leva um pouco de nós, deixa um pouco de si. Há os que levaram muito, mas não há os que não deixaram nada.
Esta é a maior responsabilidade da nossa vida e a prova de que duas almas não se encontram por acaso..."
Antoine de Saint-Exupéry
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