Entramos em 2008 a sentir na pele o que é ser discriminado e excluído, pelos artigos que compõem a Lei nº. 37/2007, de 14 de Agosto, que faz vigorar a proibição de fumar em locais fechados de atendimento ao público e demais afins.
Sim, sou fumador e gosto. Dá-me prazer fumar um cigarro. Podem chamar vício, doença, etc., etc…. apenas lhe chamo prazer, neste momento um prazer que até poderá a vir a ser mais apetecível (aos mais jovens) devido à imposição que nos colocaram de não fumar, pois sempre ouvi dizer que: “O fruto proibido é o mais apetecido!”
Sim, eu sei, provoca doenças graves…o álcool também, e não estou a ver um restaurante a sobreviver sem ele…
Concordo, que em locais como restaurantes e cafés, onde estão pessoas a usufruir da sua refeição, possa ser incomodativo estar a saborear os alimentos e a “levar” com o cheiro a tabaco de alguém sentado na mesa do lado, a mim, incomoda-me gente enfrascada em perfume (muitas vezes rasca) mesmo ao meu lado enquanto janto ou almoço…
Não posso concordar, que em locais de convívio, tais como bares, discotecas e até centros comerciais que têm extractores de fumos e cheiros devido às áreas de restauração neles existentes seja proibido fumar. Deveria, sim, existir a possibilidade de os proprietários dos diversos locais, decidirem se aplicavam ou não a “regra” de não fumar e, aí sim, cada um era LIVRE (palavra que pensava existir desde dia 25 de Abril de 1974) de frequentar ou não esse mesmo local.
No meu caso, é raro frequentar cinemas, pois não me sinto confortável ao pagar um bilhete e estar alguém do meu lado a comer pipocas, a comer um chocolate, ou a chupar como se não houvesse amanha, nas últimas gotas de refrigerante mesmo na altura crítica em que no filme se faz silêncio para dar ênfase à cena… não, não pago para ver um filme num local a que chamam de cinema quando este está transformado em restaurante.
Resta-me ensinar a minha cadela a fumar, pois já que é proibida a entrada a animais nesses mesmos locais onde é proibido fumar, ela poderá segurar no meu cigarro e dar umas valentes passas na porta do estabelecimento, enquanto vou tomar o meu café, isto é, se me deixarem entrar…pois eu sendo um animal e ainda por cima fumante, fico sempre na duvida se serei “barrado” à entrada ou a qual dos avisos proibitivos devo respeitar…
Faça chuva, calor ou sol, será no vão desta escada fria que me encontram… a fumar.
sexta-feira, 4 de janeiro de 2008
sexta-feira, 28 de dezembro de 2007
Sean Riley & The Slowriders - Moving On
Sean Riley & The Slow Riders, são portugueses da cidade de Coimbra e é uma das apostas do Faz Frio na Escada para 2008.
sexta-feira, 21 de dezembro de 2007
Olhares passados
quarta-feira, 5 de dezembro de 2007
Dave Gahan - Kingdom
Do album a solo Hourglass de Dave Gahan, vocalista dos Depeche Mode, aqui fica o video do single Kingdom, uma letra e um video do melhor que anda por estas escadas frias...
terça-feira, 4 de dezembro de 2007
Fernando Pessoa
Foi um momento
O em que pousaste
Sobre o meu braço,
Num movimento
Mais de cansaço
Que pensamento,
A tua mão
E a retiraste.
Senti ou não?
Não sei. Mas lembro
E sinto ainda
Qualquer memória
Fixa e corpórea
Onde pousaste
A mão que teve
Qualquer sentido
Incompreendido,
Mas tão de leve!...
Tudo isto é nada,
Mas numa estrada
Como é a vida
Há uma coisa
Incompreendida...
Sei eu se quando
A tua mão
Senti pousando
Sobre o meu braço,
E um pouco, um pouco,
No coração,
Não houve um ritmo
Novo no espaço?
Como se tu,
Sem o querer,
Em mim tocasses
Para dizer
Qualquer mistério,
Súbito e etéreo,
Que nem soubesses
Que tinha ser.
Assim a brisa
Nos ramos diz
Sem o saber
Uma imprecisa
Coisa feliz.
Fernando Pessoa
O em que pousaste
Sobre o meu braço,
Num movimento
Mais de cansaço
Que pensamento,
A tua mão
E a retiraste.
Senti ou não?
Não sei. Mas lembro
E sinto ainda
Qualquer memória
Fixa e corpórea
Onde pousaste
A mão que teve
Qualquer sentido
Incompreendido,
Mas tão de leve!...
Tudo isto é nada,
Mas numa estrada
Como é a vida
Há uma coisa
Incompreendida...
Sei eu se quando
A tua mão
Senti pousando
Sobre o meu braço,
E um pouco, um pouco,
No coração,
Não houve um ritmo
Novo no espaço?
Como se tu,
Sem o querer,
Em mim tocasses
Para dizer
Qualquer mistério,
Súbito e etéreo,
Que nem soubesses
Que tinha ser.
Assim a brisa
Nos ramos diz
Sem o saber
Uma imprecisa
Coisa feliz.
Fernando Pessoa
terça-feira, 27 de novembro de 2007
Flutuando
sexta-feira, 23 de novembro de 2007
Palma
Foi uma viagem na palma da mão…na palma da mão do Tio Palma, ontem no Coliseu da Invicta.
Irreverente, sonhador, poeta, boémio como só ele sabe ser…
Quanto for grande quero ser como tu Tio Palma…
Para recordar Estrela do Mar.. em breve video do espetáculo...
Irreverente, sonhador, poeta, boémio como só ele sabe ser…
Quanto for grande quero ser como tu Tio Palma…
Para recordar Estrela do Mar.. em breve video do espetáculo...
quarta-feira, 21 de novembro de 2007
Orelha
Sinto aquele vento a entrar pela minha orelha direita e acho estranho o arrepio que ele provoca no meu cérebro já gasto de tantas horas a pensar na morte da Bezerra.
Eis senão quando, me lembro que não conheci pessoalmente nenhuma Bezerra.
Porém, convivi com algumas Vitelas de carne tenra e suculenta, ao que me leva a deduzir que não sou vegetariano nem “alinho” nessas novas formas de inventar alimentos a que dão o nome de “cozinha orgânica”.
Todavia, gosto de um bom grelo, não muito temperado, apenas duas ou três pitadas de sal.
Já na orelha esquerda, aquela onde uso aparelho auditivo, não sinto o vento nem algo que se pareça com algum tipo de ruído ou barulho, o que me leva a finalizar este meu pequeno desabafo, com a maravilhosa conclusão que tenho de trocar a pilha ao aparelho, urgentemente.
Eis senão quando, me lembro que não conheci pessoalmente nenhuma Bezerra.
Porém, convivi com algumas Vitelas de carne tenra e suculenta, ao que me leva a deduzir que não sou vegetariano nem “alinho” nessas novas formas de inventar alimentos a que dão o nome de “cozinha orgânica”.
Todavia, gosto de um bom grelo, não muito temperado, apenas duas ou três pitadas de sal.
Já na orelha esquerda, aquela onde uso aparelho auditivo, não sinto o vento nem algo que se pareça com algum tipo de ruído ou barulho, o que me leva a finalizar este meu pequeno desabafo, com a maravilhosa conclusão que tenho de trocar a pilha ao aparelho, urgentemente.
segunda-feira, 19 de novembro de 2007
David Mourão-Ferreira
E por vezes as noites duram meses
E por vezes os meses oceanos
E por vezes os braços que apertamos
nunca mais são os mesmos E por vezes
encontramos de nós em poucos meses
o que a noite nos fez em muitos anos
E por vezes fingimos que lembramos
E por vezes lembramos que por vezes
ao tomarmos o gosto aos oceanos
só o sarro das noites não dos meses
lá no fundo dos copos encontramos
E por vezes sorrimos ou choramos
E por vezes por vezes ah por vezes
num segundo se envolam tantos anos.
David Mourão-Ferreira
E por vezes os meses oceanos
E por vezes os braços que apertamos
nunca mais são os mesmos E por vezes
encontramos de nós em poucos meses
o que a noite nos fez em muitos anos
E por vezes fingimos que lembramos
E por vezes lembramos que por vezes
ao tomarmos o gosto aos oceanos
só o sarro das noites não dos meses
lá no fundo dos copos encontramos
E por vezes sorrimos ou choramos
E por vezes por vezes ah por vezes
num segundo se envolam tantos anos.
David Mourão-Ferreira
quinta-feira, 8 de novembro de 2007
Lume brando
quarta-feira, 7 de novembro de 2007
segunda-feira, 5 de novembro de 2007
José Régio - O Amor e a Morte
Canção cruel
Corpo de ânsia.
Eu sonhei que te prostava,
E te enleava
Aos meus músculos!
Olhos de êxtase,
Eu sonhei que em vós bebia
Melancolia
De há séculos!
Boca sôfrega,
Rosa brava
Eu sonhei que te esfolhava
Petala a pétala!
Seios rígidos,
Eu sonhei que vos mordia
Até que sentia
Vómitos!
Ventre de mármore,
Eu sonhei que te sugava,
E esgotava
Como a um cálice!
Pernas de estátua,
Eu sonhei que vos abria,
Na fantasia,
Como pórticos!
Pés de sílfide,
Eu sonhei que vos queimava
Na lava
Destas mãos ávidas!
Corpo de ânsia,
Flor de volúpia sem lei!
Não te apagues, sonho! mata-me
Como eu sonhei.
José Régio
Corpo de ânsia.
Eu sonhei que te prostava,
E te enleava
Aos meus músculos!
Olhos de êxtase,
Eu sonhei que em vós bebia
Melancolia
De há séculos!
Boca sôfrega,
Rosa brava
Eu sonhei que te esfolhava
Petala a pétala!
Seios rígidos,
Eu sonhei que vos mordia
Até que sentia
Vómitos!
Ventre de mármore,
Eu sonhei que te sugava,
E esgotava
Como a um cálice!
Pernas de estátua,
Eu sonhei que vos abria,
Na fantasia,
Como pórticos!
Pés de sílfide,
Eu sonhei que vos queimava
Na lava
Destas mãos ávidas!
Corpo de ânsia,
Flor de volúpia sem lei!
Não te apagues, sonho! mata-me
Como eu sonhei.
José Régio
sexta-feira, 26 de outubro de 2007
Cássia Eller - Por Enquanto
Cássia Eller, uma das melhores vozes brasileiras dos últimos tempos, uma verdadeira "estrela rock", com toda a irreverência que lhe era característica, marcava pela diferença na MPB. Lésbica assumida e problemas com alcool e drogas, tem um fim trágico devido aos mesmos, morre em Dezembro 2001 com 39 anos, deixando a sua marca na música e na vida devido à sua forma "louca" de bem viver frases como as que se seguem, mostram um pouco da Cássia Eller no seu melhor:
-"Sou mulher, sou pobre, sapatão, mãe solteira, preencho todas as lacunas. Têm de saber lidar com o preconceito" (Maio de 2001)
- "Acho ótimo a pirataria, acho 'o bicho'. O cara não tem dinheiro, nem nada. Vai ficar sem ouvir música?"(Maio de 2001)
Cássia deixou a sua musica, a sua forma de cantar, a sua loucura, aqui está ela no melhor que sabia fazer... (en)cantar com a sua voz
-"Sou mulher, sou pobre, sapatão, mãe solteira, preencho todas as lacunas. Têm de saber lidar com o preconceito" (Maio de 2001)
- "Acho ótimo a pirataria, acho 'o bicho'. O cara não tem dinheiro, nem nada. Vai ficar sem ouvir música?"(Maio de 2001)
Cássia deixou a sua musica, a sua forma de cantar, a sua loucura, aqui está ela no melhor que sabia fazer... (en)cantar com a sua voz
quarta-feira, 24 de outubro de 2007
Eugénio de Andrade
Hoje roubei todas as rosas dos jardins
e cheguei ao pé de ti de mãos vazias.
Eugénio de Andrade
e cheguei ao pé de ti de mãos vazias.
Eugénio de Andrade
terça-feira, 23 de outubro de 2007
sexta-feira, 19 de outubro de 2007
Segunda Casa
quarta-feira, 17 de outubro de 2007
De que me rio eu?...
De que me rio eu?... Eu rio horas e horas
só para me esquecer, para me não sentir.
Eu rio a olhar o mar, as noites e as auroras;
passo a vida febril inquietantemente a rir.
Eu rio porque tenho medo, um terror vago
de me sentir a sós e de me interrogar;
rio pra não ouvir a voz do mar pressago
nem a das coisas mudas a chorar.
Rio pra não ouvir a voz que grita dentro de mim
o mistério de tudo o que me cerca
e a dor de não saber porque vivo assim.
António Patrício
só para me esquecer, para me não sentir.
Eu rio a olhar o mar, as noites e as auroras;
passo a vida febril inquietantemente a rir.
Eu rio porque tenho medo, um terror vago
de me sentir a sós e de me interrogar;
rio pra não ouvir a voz do mar pressago
nem a das coisas mudas a chorar.
Rio pra não ouvir a voz que grita dentro de mim
o mistério de tudo o que me cerca
e a dor de não saber porque vivo assim.
António Patrício
terça-feira, 16 de outubro de 2007
segunda-feira, 15 de outubro de 2007
Inversão
sexta-feira, 12 de outubro de 2007
terça-feira, 9 de outubro de 2007
Coração sem imagens
Deito fora as imagens,
Sem ti para que me servem
as imagens?
Preciso habituar-me
a substituir-te
pelo vento,
que está em toda a parte
e cuja direcção
é igualmente passageira
e verídica.
Preciso habituar-me ao eco dos teus passos
numa casa deserta,
ao trémulo vigor de todos os teus gestos
invisíveis,
à canção que tu cantas e que mais ninguém ouve
a não ser eu.
Serei feliz sem as imagens.
As imagens não dão
felicidade a ninguém.
Era mais difícil perder-te,
e, no entanto, perdi-te.
Era mais difícil inventar-te,
e eu te inventei.
Posso passar sem as imagens
assim como posso
passar sem ti.
E hei-de ser feliz ainda que
isso não seja ser feliz.
Raul de Carvalho
Sem ti para que me servem
as imagens?
Preciso habituar-me
a substituir-te
pelo vento,
que está em toda a parte
e cuja direcção
é igualmente passageira
e verídica.
Preciso habituar-me ao eco dos teus passos
numa casa deserta,
ao trémulo vigor de todos os teus gestos
invisíveis,
à canção que tu cantas e que mais ninguém ouve
a não ser eu.
Serei feliz sem as imagens.
As imagens não dão
felicidade a ninguém.
Era mais difícil perder-te,
e, no entanto, perdi-te.
Era mais difícil inventar-te,
e eu te inventei.
Posso passar sem as imagens
assim como posso
passar sem ti.
E hei-de ser feliz ainda que
isso não seja ser feliz.
Raul de Carvalho
terça-feira, 2 de outubro de 2007
Paulo Gonzo & Carlos do Carmo - Estranha Forma de Vida
Gravado ao vivo no Coliseu de Lisboa, dois grandes senhores da Música Portuguesa, misturam o fado com o blues.
Não acho que tenha sido por vontade de deus, mas todos os "ais" que digo são meus, nesta estranha forma vida que tem o meu coração...
Tem e nao é pouca...
Não acho que tenha sido por vontade de deus, mas todos os "ais" que digo são meus, nesta estranha forma vida que tem o meu coração...
Tem e nao é pouca...
sexta-feira, 28 de setembro de 2007
Caminho antigo
quinta-feira, 27 de setembro de 2007
Go Graal Blues Band - Lonely
Foi uma das bandas mais marcantes do Rock Portugues, sempre na onda dos Blues, a Go Graal Blues Band, tinha um som único e forte, pena é nunca ter sido editado em Cd os seus albuns.
Para recordar, aqui fica uma pérola (será bom dizer que o videoclip é um bocado fraquinho... mas para os anos 80 não está mal...e ainda se pode ver o Exmo. Sr. Paulo Gonzo com a voz no seu melhor e com cabelo)
Para recordar, aqui fica uma pérola (será bom dizer que o videoclip é um bocado fraquinho... mas para os anos 80 não está mal...e ainda se pode ver o Exmo. Sr. Paulo Gonzo com a voz no seu melhor e com cabelo)
quarta-feira, 26 de setembro de 2007
Vasculhar
Longe do que sou,
Rodeado de algo que não fui.
O céu, cinzento como sempre.
O frio, aconchegante.
Estar ali…
Não estar.
Saber voar na luz.
Vasculhar um sorriso.
Vasculhar dois ou três olhares.
No meio… a busca dos sentidos.
A porta que te leva,
A sombra que te conduz.
Estou longe do que sou.
E não estou perto de te encontrar.
Rodeado de algo que não fui.
O céu, cinzento como sempre.
O frio, aconchegante.
Estar ali…
Não estar.
Saber voar na luz.
Vasculhar um sorriso.
Vasculhar dois ou três olhares.
No meio… a busca dos sentidos.
A porta que te leva,
A sombra que te conduz.
Estou longe do que sou.
E não estou perto de te encontrar.
terça-feira, 25 de setembro de 2007
Pablo Neruda
Este domingo voltei a sentir o frio da escada ao rever um dos filmes da minha vida.
Ja o vi vezes sem conta, ja deixei escorrer a mesma lágrima outras tantas vezes ao ver o filme.
Pablo Nerura era um ser maior, com o dom da escrita, com o dom de por vezes dizer aquilo que nós pensamos.
E para recordar aqui fica a obra do Mestre
Não te quero senão porque te quero,
e de querer-te a não te querer chego,
e de esperar-te quando não te espero,
passa o meu coração do frio ao fogo.
Quero-te só porque a ti te quero,
Odeio-te sem fim e odiando te rogo,
e a medida do meu amor viajante,
é não te ver e amar-te,
como um cego.
Tal vez consumirá a luz de Janeiro,
seu raio cruel meu coração inteiro,
roubando-me a chave do sossego,
nesta história só eu me morro,
e morrerei de amor porque te quero,
porque te quero amor,
a sangue e fogo.
Pablo Neruda
Ja o vi vezes sem conta, ja deixei escorrer a mesma lágrima outras tantas vezes ao ver o filme.
Pablo Nerura era um ser maior, com o dom da escrita, com o dom de por vezes dizer aquilo que nós pensamos.
E para recordar aqui fica a obra do Mestre
Não te quero senão porque te quero,
e de querer-te a não te querer chego,
e de esperar-te quando não te espero,
passa o meu coração do frio ao fogo.
Quero-te só porque a ti te quero,
Odeio-te sem fim e odiando te rogo,
e a medida do meu amor viajante,
é não te ver e amar-te,
como um cego.
Tal vez consumirá a luz de Janeiro,
seu raio cruel meu coração inteiro,
roubando-me a chave do sossego,
nesta história só eu me morro,
e morrerei de amor porque te quero,
porque te quero amor,
a sangue e fogo.
Pablo Neruda
quinta-feira, 20 de setembro de 2007
Palavras
As vezes não é necessário a música para saborear as palavras que são cantadas... Esta, foi escrita por Pedro Malaquias para Paulo Gonzo e, é das poucas que gostaria que tivessem saído da minha caneta, mas escrever esta letra não está ao meu "nível"... apenas gosto de voar ao sabor destas palavras com ou sem música...
Leve Beijo Triste
Teimoso subi
Ao cimo de mim
E no alto rasgei
As voltas que dei
Sombra de mil sóis em glória
Cobrem todo o vale ao fundo
Dorme meu pequeno mundo
Como um barco vazio
P´las margens do rio
Desce o denso véu lilás
Desce em silêncio e paz
Manso e macio
Deixa que te leve
assim tão leve
Leve e que te beije meu anjo triste
Deixo-te o meu canto canção tão breve
Brando como tu amor pediste
Não fales calei
Assim fiquei
Sombra de mil sóis cansados
Crescendo como dedos finos
A embalar nossos destinos
Deixa que te leve
assim tão leve
Leve e que te beije meu anjo triste
Deixo-te o meu canto canção tão breve
Brando como tu amor pediste
Deixa que te leve
assim tão leve
Leve e que te beije meu anjo triste
Deixo-te o meu canto canção tão breve
Brando como tu amor pediste
Leve Beijo Triste
Teimoso subi
Ao cimo de mim
E no alto rasgei
As voltas que dei
Sombra de mil sóis em glória
Cobrem todo o vale ao fundo
Dorme meu pequeno mundo
Como um barco vazio
P´las margens do rio
Desce o denso véu lilás
Desce em silêncio e paz
Manso e macio
Deixa que te leve
assim tão leve
Leve e que te beije meu anjo triste
Deixo-te o meu canto canção tão breve
Brando como tu amor pediste
Não fales calei
Assim fiquei
Sombra de mil sóis cansados
Crescendo como dedos finos
A embalar nossos destinos
Deixa que te leve
assim tão leve
Leve e que te beije meu anjo triste
Deixo-te o meu canto canção tão breve
Brando como tu amor pediste
Deixa que te leve
assim tão leve
Leve e que te beije meu anjo triste
Deixo-te o meu canto canção tão breve
Brando como tu amor pediste
quarta-feira, 19 de setembro de 2007
Massive Attack - Angel
Massive Attack, ontem, no Coliseu do Porto, não estava à espera de ir assistir, foi "coisa" de última hora, um som de qualidade, luzes perfeitas, simplesmente brilhante e arrebatador.
sexta-feira, 14 de setembro de 2007
terça-feira, 11 de setembro de 2007
NBC vs GNR
Ja está presente no vão desta escada a música que se segue.
Estava apenas em audio, sem imagens. E como nao existe video clip da mesma, fica aqui a actuação ao vivo no Rock in Rio da dupla NBC & GNR na música Bem Vindo ao Passado que faz parte do CD de tributo aos GNR.
Há algo nesta música, nesta letra, nesta maneira de dizer as palavras...
Sintam...
Estava apenas em audio, sem imagens. E como nao existe video clip da mesma, fica aqui a actuação ao vivo no Rock in Rio da dupla NBC & GNR na música Bem Vindo ao Passado que faz parte do CD de tributo aos GNR.
Há algo nesta música, nesta letra, nesta maneira de dizer as palavras...
Sintam...
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