terça-feira, 17 de março de 2009
quinta-feira, 12 de março de 2009
SORRATEIRAMENTE
E sorrateiramente chegou à minha beira, gorro branco na cabeça, sorriso tímido mas maroto, à boa maneira de “nuestros hermanos”.
Pouco foi necessário para soltar sorrisos, brilhos e magias… Um olhar, um ou dois copos vazios e assim estávamos em festa. Nada o fazia prever, mas acontece, dizem os entendidos.
Um até amanhã, um cheiro qualquer que veio comigo para casa, uma pequena alucinação.
O dia seguinte é sempre mais difícil, dizem outra vez os entendidos, (e eu tenho de concordar) a timidez do sorriso já tinha evaporado, ficou apenas o sangue quente e o corpo arranjado.
Mais um ou dois copos vazios, atrevia-me a dizer três ou quatro, mas quero antes pensar em dois e, é aqui que mais uma vez entram os entendidos a dizer alto e a bom som que dois é um número romântico… e eu continuo, na tal alucinação, pequena mas forte, com garra, como a tua garra.
Chegam sorrateiramente as palavras trocadas, horas que me pareceram dias, e de novo sorrisos e olhares marotos.
Entre os momentos e a despedia, ficam os impacientes cigarros que ambos fumamos. Tudo soube a tão pouco, houve convites, houve sinais que não quero entender, certezas, outras tantas dúvidas e um carro a correr.
Levei de novo um cheiro para casa, mas já não era um cheiro qualquer, levei também fantasias, estradas que hoje descubro estarem cortadas mas que me atrevo a passar.
Sorrateiramente, esta minha pequena alucinação transforma-se numa leve demência que me sabe bem, mas que magoa, que me trilha o peito como um soutien apertado, mesmo que nunca tenha usado nenhum.
E assim fiquei, pensativo, utópico como sempre, com saudade de um gorro branco, com saudade de dois copos vazios, duma quarta-feira qualquer que passou sem avisar…sorrateiramente.
Dizem os entendidos mais uma vez e para finalizar, que se falecesse ali… naquele momento, falecia feliz!
E quem sou eu para os contrariar?
Pouco foi necessário para soltar sorrisos, brilhos e magias… Um olhar, um ou dois copos vazios e assim estávamos em festa. Nada o fazia prever, mas acontece, dizem os entendidos.
Um até amanhã, um cheiro qualquer que veio comigo para casa, uma pequena alucinação.
O dia seguinte é sempre mais difícil, dizem outra vez os entendidos, (e eu tenho de concordar) a timidez do sorriso já tinha evaporado, ficou apenas o sangue quente e o corpo arranjado.
Mais um ou dois copos vazios, atrevia-me a dizer três ou quatro, mas quero antes pensar em dois e, é aqui que mais uma vez entram os entendidos a dizer alto e a bom som que dois é um número romântico… e eu continuo, na tal alucinação, pequena mas forte, com garra, como a tua garra.
Chegam sorrateiramente as palavras trocadas, horas que me pareceram dias, e de novo sorrisos e olhares marotos.
Entre os momentos e a despedia, ficam os impacientes cigarros que ambos fumamos. Tudo soube a tão pouco, houve convites, houve sinais que não quero entender, certezas, outras tantas dúvidas e um carro a correr.
Levei de novo um cheiro para casa, mas já não era um cheiro qualquer, levei também fantasias, estradas que hoje descubro estarem cortadas mas que me atrevo a passar.
Sorrateiramente, esta minha pequena alucinação transforma-se numa leve demência que me sabe bem, mas que magoa, que me trilha o peito como um soutien apertado, mesmo que nunca tenha usado nenhum.
E assim fiquei, pensativo, utópico como sempre, com saudade de um gorro branco, com saudade de dois copos vazios, duma quarta-feira qualquer que passou sem avisar…sorrateiramente.
Dizem os entendidos mais uma vez e para finalizar, que se falecesse ali… naquele momento, falecia feliz!
E quem sou eu para os contrariar?
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
Dor
Dói saber que queria… que quero!
E não estás.
Dói teu ultimo olhar,
Teu sorriso triste.
Disfarçando o indisfarçável.
Dói saber que foram dois dias,
O que podia ser um século.
Dói saber que vais nesta hora para o teu lugar,
Para onde não te posso tocar.
Dói saber que tanto tinha para te dizer e escutar.
Dói saber que os meus braços não chegam para te abraçar.
E não estás.
Dói teu ultimo olhar,
Teu sorriso triste.
Disfarçando o indisfarçável.
Dói saber que foram dois dias,
O que podia ser um século.
Dói saber que vais nesta hora para o teu lugar,
Para onde não te posso tocar.
Dói saber que tanto tinha para te dizer e escutar.
Dói saber que os meus braços não chegam para te abraçar.
terça-feira, 27 de janeiro de 2009
Aranha
Ela sempre tinha gostado de aranhas e fumava SG Filtro, não pelo tabaco mas sim pelo azul da embalagem que dizia “ficar bem” com o seu tom de pele.
Certo dia, numa noite de verão muito quente, fumava sentada na soleira da sua porta e eis senão quando, no maço de tabaco estava uma aranha, grande, peluda, quieta.
Fixou o seu olhar no araquenídeo e, de um momento para o outro a aranha salta, ferra e foge… era venenosa.
Três horas no hospital, quatro injecções, foi o que bastou para deixar de gostar de aranhas, todavia, pelo sim pelo não, começou a fumar SG Ventil.
Certo dia, numa noite de verão muito quente, fumava sentada na soleira da sua porta e eis senão quando, no maço de tabaco estava uma aranha, grande, peluda, quieta.
Fixou o seu olhar no araquenídeo e, de um momento para o outro a aranha salta, ferra e foge… era venenosa.
Três horas no hospital, quatro injecções, foi o que bastou para deixar de gostar de aranhas, todavia, pelo sim pelo não, começou a fumar SG Ventil.
terça-feira, 20 de janeiro de 2009
João Aguardela 1969 - 2009
Foi fundador dos Sitiados, tinha o projecto a solo Megafone, que misturava a música tradicional portuguesa com música electrónica, Linha da Frente e A Naifa, foram os seus projectos mais recentes.
Faleceu domingo à noite, vitima de cancro aos 39 anos.
Um impulsionador da música portuguesa...
Sitiados - Outro parvo no meu lugar
Faleceu domingo à noite, vitima de cancro aos 39 anos.
Um impulsionador da música portuguesa...
Sitiados - Outro parvo no meu lugar
segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
Que é voar?
Que é voar?
É só subir no ar,
levantar da terra o corpo,os pés?
Isso é que é voar?
Não.
Voar é libertar-me,
é parar no espaço inconsistente
é ser livre,leve,independente
é ter a alma separada de toda a existência
é não viver senão em não -vivência
E isso é voar?
Não.
Voar é humano
é transitório,momentâneo...
Aquele que voa tem de poisar em algum lugar:
isso é partir
e não voltar.
Ana Hatherly
É só subir no ar,
levantar da terra o corpo,os pés?
Isso é que é voar?
Não.
Voar é libertar-me,
é parar no espaço inconsistente
é ser livre,leve,independente
é ter a alma separada de toda a existência
é não viver senão em não -vivência
E isso é voar?
Não.
Voar é humano
é transitório,momentâneo...
Aquele que voa tem de poisar em algum lugar:
isso é partir
e não voltar.
Ana Hatherly
domingo, 4 de janeiro de 2009
sábado, 27 de dezembro de 2008
Esta cidade que habita
Existe um rasto de silêncio pelas
ruas desta cidade onde moro. O meu corpo
tece horas já e nada se apaga como antes.
Onde estou, o frio é incessante e
às minhas mãos queimam-se fotografias como
se o passado não existisse mais.
De hoje em diante, irei apagar-me
em cada dia, para que nada reste dentro de mim
ou dentro da garrafa vazia.
Por isso te vejo a desaparecer
rapidamente, como um dente-de-leão ao vento
da minha voz, ao agredir-te sem que te
doa ou marque para sempre.
E para que os dias passem, bebo-me
de dentro das mãos. Como um vinho verde
que me corre no corpo e assim a visão do mundo
é mais carente - o frio que sinto é da
cidade.
Nada mais existe por aqui que me prenda
ou que me faça ficar. Visto a mala para
pensar na partida, carrego-me pela porta até
ao jardim que se estende lá fora, sem luz sem sol
nem calor.
Os meus pés já não caminham porque
não sabem. Porque todas as cartas me ensinaram
que a maneira como se pisa um ladrilho é igual
à de pisar um rosto
mesmo que de tal não se goste.
Por isso perco os sentidos nesta cidade
sem polícia e sem refúgios - como se fosse eu
o último a perder-me nas ruas labirínticas e
planas onde o vento me espalha a memória como
água em papel.
Sérgio Xarepe
ruas desta cidade onde moro. O meu corpo
tece horas já e nada se apaga como antes.
Onde estou, o frio é incessante e
às minhas mãos queimam-se fotografias como
se o passado não existisse mais.
De hoje em diante, irei apagar-me
em cada dia, para que nada reste dentro de mim
ou dentro da garrafa vazia.
Por isso te vejo a desaparecer
rapidamente, como um dente-de-leão ao vento
da minha voz, ao agredir-te sem que te
doa ou marque para sempre.
E para que os dias passem, bebo-me
de dentro das mãos. Como um vinho verde
que me corre no corpo e assim a visão do mundo
é mais carente - o frio que sinto é da
cidade.
Nada mais existe por aqui que me prenda
ou que me faça ficar. Visto a mala para
pensar na partida, carrego-me pela porta até
ao jardim que se estende lá fora, sem luz sem sol
nem calor.
Os meus pés já não caminham porque
não sabem. Porque todas as cartas me ensinaram
que a maneira como se pisa um ladrilho é igual
à de pisar um rosto
mesmo que de tal não se goste.
Por isso perco os sentidos nesta cidade
sem polícia e sem refúgios - como se fosse eu
o último a perder-me nas ruas labirínticas e
planas onde o vento me espalha a memória como
água em papel.
Sérgio Xarepe
domingo, 21 de dezembro de 2008
Quem Escreve
Quem escreve quer morrer, quer renascer
num ébrio barco de calma confiança.
Quem escreve quer dormir em ombros matinais
e na boca das coisas ser lágrima animal
ou o sorriso da árvore. Quem escreve
quer ser terra sobre terra, solidão
adorada, resplandecente, odor de morte
e o rumor do sol, a sede da serpente,
o sopro sobre o muro, as pedras sem caminho,
o negro meio-dia sobre os olhos.
António Ramos Rosa
num ébrio barco de calma confiança.
Quem escreve quer dormir em ombros matinais
e na boca das coisas ser lágrima animal
ou o sorriso da árvore. Quem escreve
quer ser terra sobre terra, solidão
adorada, resplandecente, odor de morte
e o rumor do sol, a sede da serpente,
o sopro sobre o muro, as pedras sem caminho,
o negro meio-dia sobre os olhos.
António Ramos Rosa
domingo, 14 de dezembro de 2008
Inconsciente
sexta-feira, 5 de dezembro de 2008
terça-feira, 2 de dezembro de 2008
João Guimarães Rosa
"Quando escrevo, repito o que já vivi antes.
E para estas duas vidas, um léxico só não é suficiente.
Em outras palavras, gostaria de ser um crocodilo
vivendo no rio São Francisco. Gostaria de ser
um crocodilo porque amo os grandes rios,
pois são profundos como a alma de um homem.
Na superfície são muito vivazes e claros,
mas nas profundezas são tranquilos e escuros
como o sofrimento dos homens."
João Guimarães Rosa
E para estas duas vidas, um léxico só não é suficiente.
Em outras palavras, gostaria de ser um crocodilo
vivendo no rio São Francisco. Gostaria de ser
um crocodilo porque amo os grandes rios,
pois são profundos como a alma de um homem.
Na superfície são muito vivazes e claros,
mas nas profundezas são tranquilos e escuros
como o sofrimento dos homens."
João Guimarães Rosa
sábado, 29 de novembro de 2008
O tempo
sujo
Há dias que eu odeio
Como insultos a que não posso responder
Sem o perigo duma cruel intimidade
Com a mão que lança o pus
Que trabalha ao serviço da infecção
São dias que nunca deviam ter saído
Do mau tempo fixo
Que nos desafia da parede
Dias que nos insultam que nos lançam
As pedras do medo os vidros da mentira
As pequenas moedas da humilhação
Dias ou janelas sobre o charco
Que se espelha no céu
Dias do dia-a-dia
Comboios que trazem o sono a resmungara para o trabalho
O sono centenário
Mal vestido mal alimentado
Para o trabalho
A martelada na cabeça
A pequena morte maliciosa
Que na espiral das sirenes
Se esconde e assobia
Dias que passei no esgoto dos sonhos
Onde o sórdido dá as mãos ao sublime
Onde vi o necessário onde aprendi
Que só entre os homens e por eles
Vale a pena sonhar.
Alexandre O'Neill
Há dias que eu odeio
Como insultos a que não posso responder
Sem o perigo duma cruel intimidade
Com a mão que lança o pus
Que trabalha ao serviço da infecção
São dias que nunca deviam ter saído
Do mau tempo fixo
Que nos desafia da parede
Dias que nos insultam que nos lançam
As pedras do medo os vidros da mentira
As pequenas moedas da humilhação
Dias ou janelas sobre o charco
Que se espelha no céu
Dias do dia-a-dia
Comboios que trazem o sono a resmungara para o trabalho
O sono centenário
Mal vestido mal alimentado
Para o trabalho
A martelada na cabeça
A pequena morte maliciosa
Que na espiral das sirenes
Se esconde e assobia
Dias que passei no esgoto dos sonhos
Onde o sórdido dá as mãos ao sublime
Onde vi o necessário onde aprendi
Que só entre os homens e por eles
Vale a pena sonhar.
Alexandre O'Neill
quarta-feira, 26 de novembro de 2008
Nick Cave ft P.J. Harvey - Henry Lee
O Sr. Nick, a Sra. Harvey, num dueto doce, sedutor, que está mesmo ali... no vão da escada.
domingo, 23 de novembro de 2008
Perdidos/Achados
Não sei o que é o sono,
Apenas adormeço ao sabor do cansaço,
Rodeado no lume brando do pensamento,
Do gesticular da alma,
Da apatia do corpo…
Vou pelo caminho escondido,
Não me encontro,
Não te encontro…
Onde nos escondemos?
Existimos?
Não !
Fomos apenas um delírio…
Volto ao caminho escondido.
Procuro-me,
Procuro-te…
E descubro apenas a secção dos perdidos e achados.
Apenas adormeço ao sabor do cansaço,
Rodeado no lume brando do pensamento,
Do gesticular da alma,
Da apatia do corpo…
Vou pelo caminho escondido,
Não me encontro,
Não te encontro…
Onde nos escondemos?
Existimos?
Não !
Fomos apenas um delírio…
Volto ao caminho escondido.
Procuro-me,
Procuro-te…
E descubro apenas a secção dos perdidos e achados.
quarta-feira, 19 de novembro de 2008
Só o Sábio
O sábio,
com um só lábio,
diz mil verdades,
enquanto cala, com o outro, as mil maldades
que vê só de um olho,
porque o outro, zarolho,
é cego, para poder ver, na escuridão,
a multidão
que grita,
aflita,
e que só ele ouve com um ouvido,
já que o outro é surdo, está entupido,
para escutar só um som
do dom
que o ilumina
na mais pura neblina.
Paulo Abrunhosa in Diário de um Dromedário
com um só lábio,
diz mil verdades,
enquanto cala, com o outro, as mil maldades
que vê só de um olho,
porque o outro, zarolho,
é cego, para poder ver, na escuridão,
a multidão
que grita,
aflita,
e que só ele ouve com um ouvido,
já que o outro é surdo, está entupido,
para escutar só um som
do dom
que o ilumina
na mais pura neblina.
Paulo Abrunhosa in Diário de um Dromedário
segunda-feira, 17 de novembro de 2008
BIM - Stay in my memory
São praticamente desconhecidos em Portugal, mas nao será por muito tempo...(digo eu) uma "aposta" do Faz Frio na Escada para este inverno, um video brilhante, uma música e letra à qual nao se fica indiferente.. são os BIM com Stay in my memory..
sexta-feira, 14 de novembro de 2008
Melodia
quarta-feira, 12 de novembro de 2008
É do Frio, É das Escadas...
Por vezes tomamos atitudes irreflectidas, menos pensadas, menos ponderadas, menos sentidas.
Por vezes somos surpreendidos pelos nossos actos, por actos de outros, por palavras, por gestos, por situações.
Por vezes somos inconscientes, por vezes fazemo-nos inconscientes e deixamo-nos ir no vento que guia a nossa irracionalidade, somos humanos e as vezes não temos a noção disso…pelo menos eu não, e gosto de assim ser.
Dizem que sou sonhador, eu concordo e acrescento… sou utópico, irrealista e gosto… gosto de viver entre a quimera e a loucura, entre frio e o quente, entre o estar e o não estar.
Sou assim… e nada há a fazer…!!
O que seria o fim deste blog, afinal não foi, e porquê?
Porque o frio vem todos os anos, porque as palavras saltam da mente, porque não há motivo algum para deixar de existir… porque não houve motivo algum que impedisse o seu fim…talvez porque não o entendem, ou compreendem, talvez porque não haja absolutamente nada para entender, talvez porque as palavras, a escrita, a música é aquilo a que chamamos arte e na arte nem sempre há verdade, sentimentos e dignidade… é arte.
Por estas e por outras, o Inverno está de volta e o frio que se sente na escada vem com ele…
Este blog retoma a sua vida normal, esteve em coma profundo, mas renasce mesmo já quando todos festejavam a sua morte.
Por vezes somos surpreendidos pelos nossos actos, por actos de outros, por palavras, por gestos, por situações.
Por vezes somos inconscientes, por vezes fazemo-nos inconscientes e deixamo-nos ir no vento que guia a nossa irracionalidade, somos humanos e as vezes não temos a noção disso…pelo menos eu não, e gosto de assim ser.
Dizem que sou sonhador, eu concordo e acrescento… sou utópico, irrealista e gosto… gosto de viver entre a quimera e a loucura, entre frio e o quente, entre o estar e o não estar.
Sou assim… e nada há a fazer…!!
O que seria o fim deste blog, afinal não foi, e porquê?
Porque o frio vem todos os anos, porque as palavras saltam da mente, porque não há motivo algum para deixar de existir… porque não houve motivo algum que impedisse o seu fim…talvez porque não o entendem, ou compreendem, talvez porque não haja absolutamente nada para entender, talvez porque as palavras, a escrita, a música é aquilo a que chamamos arte e na arte nem sempre há verdade, sentimentos e dignidade… é arte.
Por estas e por outras, o Inverno está de volta e o frio que se sente na escada vem com ele…
Este blog retoma a sua vida normal, esteve em coma profundo, mas renasce mesmo já quando todos festejavam a sua morte.
quarta-feira, 23 de julho de 2008
sexta-feira, 18 de julho de 2008
Fim de Mário Sá-Carneiro
Quando eu morrer batam em latas,
Rompam aos saltos e aos pinotes,
Façam estalar no ar chicotes,
Chamem palhaços e acrobatas!
Que o meu caixão vá sobre um burro
Ajaezado à andaluza...
A um morto nada se recusa,
E eu quero por força ir de burro!
Mário Sá-Carneiro
Rompam aos saltos e aos pinotes,
Façam estalar no ar chicotes,
Chamem palhaços e acrobatas!
Que o meu caixão vá sobre um burro
Ajaezado à andaluza...
A um morto nada se recusa,
E eu quero por força ir de burro!
Mário Sá-Carneiro
segunda-feira, 7 de julho de 2008
quinta-feira, 3 de julho de 2008
Tonto
Mais um dia passou,
Inquieto espero pelo nada,
Nostálgico na minha revolta.
Hoje sei que vou adormecer,
Ontem apenas fechei os olhos
Tentando tornar a noite mais fácil.
Amanhã? Não existe…
Apenas a ilusão,
Revirada do avesso.
Tropeço na palavras,
Inconstantes…
Subo ao cimo daquele monte,
Tonto, tão tonto.
Amanhece e já não estou aqui.
Inquieto espero pelo nada,
Nostálgico na minha revolta.
Hoje sei que vou adormecer,
Ontem apenas fechei os olhos
Tentando tornar a noite mais fácil.
Amanhã? Não existe…
Apenas a ilusão,
Revirada do avesso.
Tropeço na palavras,
Inconstantes…
Subo ao cimo daquele monte,
Tonto, tão tonto.
Amanhece e já não estou aqui.
terça-feira, 1 de julho de 2008
quinta-feira, 5 de junho de 2008
Julgamento
Sou o rasto de um corpo cansado,
Que já não existe.
Fui viagens e caminhos,
Fui sol, fui chuva.
Hoje sou pequenos pedaços de nada.
Sou castigos e solidões.
Fui quem não queria ser.
Sou quem não queriam que fosse.
Sou estrada de terra batida.
Sem saída nem desvios.
Fui o que julguei não ser…
Sou o que já não importa.
Que já não existe.
Fui viagens e caminhos,
Fui sol, fui chuva.
Hoje sou pequenos pedaços de nada.
Sou castigos e solidões.
Fui quem não queria ser.
Sou quem não queriam que fosse.
Sou estrada de terra batida.
Sem saída nem desvios.
Fui o que julguei não ser…
Sou o que já não importa.
terça-feira, 13 de maio de 2008
terça-feira, 6 de maio de 2008
Talvez seja aquele fardo do tempo
terça-feira, 8 de abril de 2008
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