sexta-feira, 18 de novembro de 2011

=

Volto a pegar na caneta,
Relembrando um ritual.
Volto a não ter sapiência,
Para escrever o normal.

Já não penso, logo não existo,
Inverte-se o provérbio fatal.
Abro o caderno e insisto,
Caio sempre na palavra banal.

Mas ao cair levanto-me,
Não passa de um jogo, afinal.
Mas ao cair levanto-me,
Para a vitória da batalha final.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Jorge Palma - Página em Branco

O Palma está de volta, como sempre, em grande...

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Nina

Para ti apagou a luz,
Tu que foste a Guardiã.
Demoro a entender,
Porque já não corres,
Não saltas, ao meu chegar.
Foste riso, hoje és choro...
Foste tanto para lembrar,
Tu, sim, foste a única…
Que sempre me soube aturar.
Não dei tudo que merecias,
Ando no fundo que conhecias,
E já não estás aqui…
Para me olhares.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Suplício

Passa o vento mesmo ao lado,
E eu a ver flutuar.
Passa a corrente mais tarde,
Mas o trânsito impede de chegar.
Ilude, vacila, não sai do sitio,
Estica o braço para o seu lugar.
Coisas daquele precipício,
Que já tentei agarrar.
Mas no meio deste suplício,
Encontro um corpo de abrigo,
Onde gosto de me guardar.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Concha Buika & Javier Limón : Oro santo

Depois da ausência, quando se volta é para voltar em grande.
Por agora é o que se segue...

quinta-feira, 14 de julho de 2011

3 Doors Down - When You're Young

5 anos de blog... uma pausa. O regresso é com esta aqui em baixo, 3 Doors Down com novo álbum, e que letra tão actual para voltar às lides de um blog que se quer vagabundo!!!

sábado, 7 de maio de 2011

5 anos

Era uma vez uma corrente de ar, fria, gelada, que sobe lentamente por uma escada que leva a lado nenhum…
Foi numa dessas vezes, que essa corrente de ar veio aqui parar, a este canto recôndito que me faz colocar aqui mais que uma paixão, sonho ou ilusão, mesmo não sabendo o que é, o que foi ou o que resta desta rajada de vento frio que percorre degrau a degrau desta escada, por vezes suja, por vezes gasta e sombria.
Assim se faz à 5 anos, sim, precisamente à 5 anos…

sábado, 30 de abril de 2011

Fundo

O quão fundo foi a calma,
Em que vazio e vago chegou.
Caiu a pique, numa rajada…
Que tanta vez é mortal.
Mas resiste e insiste,
Numa forma quase irreal.
Automutila-se e ri…
Às tantas já é normal.
Um copo, um cigarro,
Mais um velho ritual.
De uma luz encantada,
Ao mergulhar num lodo letal.
Onde está o que era…
Quem somos afinal?

segunda-feira, 4 de abril de 2011

quinta-feira, 10 de março de 2011

Estou Cansado

Estou cansado, é claro,
Porque, a certa altura, a gente tem que estar cansado.
De que estou cansado, não sei:
De nada me serviria sabê-lo,
Pois o cansaço fica na mesma.
A ferida dói como dói
E não em função da causa que a produziu.
Sim, estou cansado,
E um pouco sorridente
De o cansaço ser só isto —
Uma vontade de sono no corpo,
Um desejo de não pensar na alma,
E por cima de tudo uma transparência lúcida
Do entendimento retrospectivo...
E a luxúria única de não ter já esperanças?
Sou inteligente; eis tudo.
Tenho visto muito e entendido muito o que tenho visto,
E há um certo prazer até no cansaço que isto nos dá,
Que afinal a cabeça sempre serve para qualquer coisa.

Álvaro de Campos

quarta-feira, 2 de março de 2011

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Aquela Noite

É noite e não é uma qualquer.
É aquela noite,
Em que as lágrimas se afloram.
Rumam no vento do olhos…
E descem, suavemente, deslizantes.
Há frio nesta noite.
Há cheiros, cores, saudades.
É noite e não é uma qualquer.
É aquela noite,
Em que sorrisos crescem nos lábios
E brilham na ilusão da fantasia.
Risos, surpresas, desejos.
Há frio nesta noite,
Há beijos, abraços, perdões.
É noite e não é uma qualquer.
É aquela noite,
Em que as horas não passam de minutos.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Espelho

A rua deserta,
O cão a ladrar.
A atenção desperta,
Desvio o olhar.

Nade de novo,
Tudo está igual,
Muda o dia,
Muda a hora,
Mas o riso é banal.

Vultos perdidos,
Parecidos com o meu.
Rostos feridos,
Marcas da sombra,
Que morreu…

O vento disfarça,
O calor no peito.
Caminho cansado,
Perdido no leito.

Sigo o destino
Que já não existe,
Troco o passo,
Olho o espelho,
Ele está triste…

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

AUREA - Busy (for me)

E começamos o ano de 2011 assim...É Portuguesa, tem uma voz de se fazer ouvir em todo lado...Música do melhor, no seu melhor...Pelo menos a qualidade da música em Portugal não está em crise. Cá para mim, vai ser o ano desta menina...

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Poema do Homem Só

Sós,
irremediavelmente sós,
como um astro perdido que arrefece.
Todos passam por nós
e ninguém nos conhece.

Os que passam e os que ficam.
Todos se desconhecem.
Os astros nada explicam:
Arrefecem

Nesta envolvente solidão compacta,
quer se grite ou não se grite,
nenhum dar-se de outro se refracta,
nenhum ser nós se transmite.

Quem sente o meu sentimento
sou eu só, e mais ninguém.
Quem sofre o meu sofrimento
sou eu só, e mais ninguém.
Quem estremece este meu estremecimento
sou eu só, e mais ninguém.

Dão-se os lábios, dão-se os braços
dão-se os olhos, dão-se os dedos,
bocetas de mil segredos
dão-se em pasmados compassos;
dão-se as noites, e dão-se os dias,
dão-se aflitivas esmolas,
abrem-se e dão-se as corolas
breves das carnes macias;
dão-se os nervos, dá-se a vida,
dá-se o sangue gota a gota,
como uma braçada rota
dá-se tudo e nada fica.

Mas este íntimo secreto
que no silêncio concreto,
este oferecer-se de dentro
num esgotamento completo,
este ser-se sem disfarce,
virgem de mal e de bem,
este dar-se, este entregar-se,
descobrir-se, e desflorar-se,
é nosso de mais ninguém.

António Gedeão

domingo, 21 de novembro de 2010

Linda Martini - Adeus Tristeza

Todos os dias, todas as horas, todos os minutos, deveriam ser vividos em assimilação de coisas novas, de momentos intensos, de vontades, desejos, partilhas...

Hoje, aqui e agora, o "Faz Frio" (e faz...)Partilha com os seus leitores música portuguesa de qualidade, nova, fresca, mesmo relembrando passados.

Nem só de Leandros e Carreiras vive o som nacional...

É tempo de dizer "Adeus Tristesa"




P.S. - Pela primeira vez neste estaminé... um post partilhado.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

sábado, 30 de outubro de 2010

Bala

É a constante ilusão de sentidos.
Um murmurar no ouvido,
Um sorriso ao fundo da escada,
E as duas lágrimas que se escondem.
São os velhos medos, os velhos dias.
São os amargos na boca,
E o fechar de olhos, pedido.
É o dilúvio que vem de dentro,
A fuga para o vazio.
É um abraço que não chega,
Que cai no choro contido.
E assim estou no tapete,
Meio para o estendido…
Uma bala que marca o peito,
É só mais um nos desconhecidos.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

domingo, 17 de outubro de 2010

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Dois

Dois corpos quentes,
O fluir de um ósculo,
O abraço que se quer forte,
Intenso, tão intenso.
Dois corpos nus,
A procura do caminho,
O toque que faz viajar.
Intenso, tão intenso.
Dois corpos unidos,
A ânsia do prazer,
Intenso, tão intenso.
Dois corpos fatigados,
A exaustão da loucura,
O resumir daquele desejo.
Intenso, muito intenso.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Schiller mit Heppner - Dream Of You

Vá-se lá saber porquê...

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Santa Cruz com laranja

Nos últimos dias a esta hora estava contigo, a esta e a todas as outras, mas hoje, aqui sentado, onde o tempo demora ainda mais tempo a passar do que lá longe, sinto a nostalgia de te ter aqui, ao meu lado, a cada demorado e penoso segundo.
O sabor a ti, o cheiro a nós e num simples instante, momento ou sorriso, resumir tudo àquela palavra que tantas vezes trocamos…
Hoje, com aquele nó na garganta que nos faz custar dizer as palavras ou até mesmo construir uma frase, faz-me ter vontade de dizer tanta coisa, de ouvir outras tantas, para no fim, colar os meus lábios aos teus, beber um Santa Cruz com laranja e rir contigo numa qualquer piscina no fim do mundo.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

John Mayer - Heartbreak Warfare

Por vezes são acasos, momentos, dias, um simples minuto ou segundo...

Neste caso nao foi um acaso estar ao teu lado quando ouvi isto pela primeira vez.

Esta é so para ti...

domingo, 8 de agosto de 2010

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Anuário

Já não há laivos antigos,
Apenas restos mastigados,
Numa noite quente e esquecida.
Como pano de fundo, tu.
Um encanto, um espanto,
Uma réstia de alegria.
Já não há sons pedidos,
Apenas acordes sós,
Num dia frio e já sem vida,
Como pano de fundo, eu.
Um desencanto, um espanto.
Uma réstia de magia.
Já não há jogos perdidos,
Apenas beijos sentidos,
Num Agosto morno e festivo,
Como pano de fundo, nós.
Um alento, um encanto
A tal réstia de euforia.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Florence + the Machine - You've Got the Love

É a música de verão... O Video, a Musica, a Letra... está tudo lá...

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Desencanto

Eu faço versos como quem chora
De desalento... de desencanto...
Fecha o meu livro, se por agora
Não tens motivo nenhum de pranto.

Meu verso é sangue. Volúpia ardente...
Tristeza esparsa... remorso vão...
Dói-me nas veias. Amargo e quente,
Cai, gota a gota, do coração.

E nestes versos de angústia rouca
Assim dos lábios a vida corre,
Deixando um acre sabor na boca.

- Eu faço versos como quem morre.

Manuel Bandeira

quinta-feira, 15 de julho de 2010

3 Doors Down - It's Not My Time

O "Rock FM" nunca fez mal a ninguem...